comorosasdeareia

palavras...como "rosas de areia" ou "flores do deserto"...

quarta-feira, janeiro 12, 2005

copo2.bmp

PLANO
Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.

Nuno Júdice

7 Comments:

  • At 12:14 da manhã, Blogger JPD said…

    Olá maria
    Este é um dos poemas que mais aprecio no Júdice.
    Extraordinário!
    Bjs

     
  • At 9:59 da manhã, Blogger manuel said…

    ... o amor (de)cantado, como os melhores e mais antigos vinhos! belíssimo!

    beijos, Maria

     
  • At 4:46 da tarde, Blogger wind said…

    :)))))))))))))))))Lindo:-) beijos:)*

     
  • At 4:59 da tarde, Blogger lique said…

    Um belo poema este de Nuno Júdice! E, caramba, como é verdadeiro! Beijinhos, Maria.

     
  • At 6:20 da tarde, Blogger Márcia Maia said…

    Isto não é um poema: é uma obra-prima. O amor falando pela voz de amor. Obrigada por ele, Maria. Beijo daqui.

     
  • At 11:31 da tarde, Blogger M.P. said…

    Ai o Amor, o Amor!... Boa semana Maria! :)**

     
  • At 6:40 da tarde, Blogger Nilson Barcelli said…

    O Nuno Júdice escreve muito bem.
    Escolheste, por isso, um excelente plano.
    Beijinhos.

     

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