CÂNTICO IV
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Cecília Meireles
7 Comments:
At 7:09 da tarde,
wind said…
Que grande e delicioso poema de sabedoria que nos dás hoje (para variar). Beijos:)***
At 10:26 da tarde,
lique said…
Perfeito. Só quando nos conciliamos com a ideia da nossa finitude podemos ser eternos. Beijinhos, Maria.
At 10:28 da tarde,
lique said…
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
At 9:34 da tarde,
Anónimo said…
Nada mais verdade... Só o Poeta poderia constatar assim o que não passível ser constatado sem Poesia! :)** M.P.
At 10:59 da tarde,
JPD said…
Olá maria
Poema magnífico. Há que tempo não lia uma coisa assim, perfeita!
Admirável escolha, maria!
Beijinhos
At 7:12 da tarde,
Nilson Barcelli said…
Quem é a Cecília Meireles?
Confesso a minha ignorância mas, de qualquer modo, o poema é belíssimo.
Beijo grande e bfs.
At 7:21 da tarde,
Anónimo said…
Tive dificuldade em postar no teu blog, mas tenho-te lido sempre. Parece-me que o Sapo já me deixa entrar nestes mundos... beliccima a tua escolha... Cecilia Meireles é uma poeta que não precisa de adjectivos... Gostei muito
Jinhos :-)
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