DO POEMA
O problema não é
meter o mundo no poema; alimentá-lo
de luz, planetas, vegetação. Nem
tão-pouco
enriquecê-lo, ornamentá-lo
com palavras delicadas, abertas
ao amor e à morte, ao sol, ao vício,
aos corpos nus dos amantes —
o problema é torná-lo habitável, indispensável
a quem seja mais pobre, a quem esteja
mais só
do que as palavras
acompanhadas
no poema.
Casimiro de brito
7 Comments:
At 9:59 da tarde,
wind said…
Poema profundo e bonito, para variar. beijos:))**
At 12:13 da manhã,
Anónimo said…
saudades de ti e dos "teus" poetas
beijo
At 7:56 da tarde,
Anónimo said…
Obrigada pela tua presença no meu Blog.
A poesia é um mundo insondável, capaz de unir todos em sua volta.
Um abraço e bom domingo :-)
At 7:56 da tarde,
Márcia Maia said…
Gosto imensamente deste poema, Maria. Da coisa meio cética, quase cínica, que ele encerra.
E andava mesmo com saudades de você.
Beijo daqui.
At 8:00 da tarde,
lique said…
Dar a beleza do poema a quem dela necessita, isso é que é o importante.
Gostei muito de voltar a ler as tuas escolhas, Maria. Beijinho
At 9:34 da tarde,
M.P. said…
Aquele coração que se abre ao Poema é um Poema de Coração... Boa semana, Maria.. :)**
At 10:24 da tarde,
JPD said…
Olá maria!
Na essência é preservar textos com esta qualidade e desejar que, conservando este valor estético, sejam encontrados mais de mais autores com tanta qualidade.
Uma delícia!
Bjs
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