
Encosto a cara às quimeras da infância, para exorcizar
a inocência perdida e rodopiar, sobre os sonhos, a valsa
solitária da criança que fui, quando as minhas mãos, nativas
do sol, eram aves de múltiplas cores.
Paro todos os relógios, para escutar a respiração dos dias.
E, como um actor que se esgota na personagem, rasgo
o cenário e danço, como um louco, em redor de malogros
entrelaçados nos meus pulsos. Tenho, em volta do pescoço,
uma lua transparente que me enrouquece a voz.
Graça Pires in Reino da Lua
5 Comments:
At 10:48 da tarde,
wind said…
Mais Graça Pires de quem eu tanto gosto e só vejo aqui contigo:) Obrigada:-) Beijos:))**
At 11:16 da tarde,
JPD said…
Olá maria!
A tua antologia de poesia portuguesa continua na senda da excelência.
Admiro-te por isso, também.
Bjs
At 5:06 da tarde,
lique said…
Bonito, muito bonito! E. tal como diz a wind, é raro encontrar Graça Pires por aqui. Beijinhos, Maria
At 9:52 da tarde,
M.P. said…
Lindo Poema... Venho desejar-te um bom fim de semana! :)**
At 11:06 da tarde,
M.P. said…
Olá... Quando puderes vai oa meu blog! Tens lá uma "pequena surpresa para ti".. ;)**
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